O que falar do iPad?
Ao longo da semana, após o lançamento do iPad, recebi alguns emails e li alguns tweets de pessoas decepcionadas com o novo “brinquedo” da Apple.

Aliás, receber emails endereçados diretamente a mim, do tipo “tá vendo, cadê a inovação, Apple errou, e blah, blah, blah…”, me surpreendeu bastante. Afinal, não trabalho na Apple, não ganho participação dos lucros, absolutamente.
O que podem dizer ter ouvido de mim é que sempre me afirmei como um cliente satisfeito. Mais nada. Parece ser algo parecido com uma “caça as bruxas”, em um re-make, ”caça aos clientes satisfeitos, da Apple”.
Não defendo a marca, mas meu direito de escolher. E para legitimar minha escolha, gostaria que soubessem que minha última máquina, um Macbook Pro de 13″, apresentou um problema com 31 dias de uso, e precisou trocar sua placa-mãe. E ainda possui alguns problemas menores, provavelmente por descuido do técnico ao reconectar tudo, mas não posso deixa-la parada na manutenção, pois preciso dela para trabalhar, e somente quando tiver uma “folguinha” poderei deixa-la no concerto. Como ela continua funcionando bem, vou levando.
Qualquer um teria motivos suficientes para perder completamente a confiança na marca depois disso. Por que eu não perdi? Bem, isso fica para outro post. O que venho apontar aqui são as questões referentes ao iPad. Acho que é muito cedo para criticar o nível de inovação de um dispositivo que não se apresenta como “um novo hardware alienígena de última geração”. Definitivamente o iPad não é isso. Com ele a Apple dá mais um passo em inovar a experiência do usuário. Fez isso com o iPod, repetiu com o iPhone e continua sua cruzada com o iPad.
Todos se esqueceram que tudo começou com um iPod de 128Mb? Olhe em volta, em que iMundo vivemos agora?
Claro que o mercado influenciará e muito na forma como um produto vai ser acolhido. E estamos falando nada mais nada menos do mercado brasileiro. Aqui ele será mais um “brinquedo caro”. É uma questão cultural, fiscal e comercial particular do Brasil.
Mas estamos progedindo, podemos comprar o Kindle diretamente da Amazon, com tudo que tem direito, é um passo para o mercado de mídias digitais e mais leitura para todos. É uma pena que o preço acaba saindo 4 vezes mais caro para nós do que lá fora, devido a impostos, dolar e etc, claro.
Lucrar com impostos, na cultura, compensa?